destituída do lar. o sentimento uterino que eu tanto busco, que eu ainda não aprendi a viver sem, parece cada vez mais distante.
fora, mas sem poder andar do jeito que eu quero.
ainda marchando como a sargenta quer.
levando vários tombos, tendo como castigo pisadas de duro coturno.
sendo o desgosto, o desgosto, O DESGOSTO da vida dela.
só porque eu sou assim. só porque eu quero pisar leve e olhar pra cima.
recorrendo cada vez mais aos artifícios do prazer, que hoje parecem ser a minha grande verdade.
esse amor que prende até ferir, quem nem mil grilhões? eu não quero.
dois gumes.
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