destituída do lar. o sentimento uterino que eu tanto busco, que eu ainda não aprendi a viver sem, parece cada vez mais distante.
fora, mas sem poder andar do jeito que eu quero.
ainda marchando como a sargenta quer.
levando vários tombos, tendo como castigo pisadas de duro coturno.
sendo o desgosto, o desgosto, O DESGOSTO da vida dela.
só porque eu sou assim. só porque eu quero pisar leve e olhar pra cima.
recorrendo cada vez mais aos artifícios do prazer, que hoje parecem ser a minha grande verdade.
esse amor que prende até ferir, quem nem mil grilhões? eu não quero.
dois gumes.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
mutações
fudeu, tomou outra forma, não quer mais se encaixar. agora sou eu que preciso me adaptar e não ficar feito uma debilóide.

uma vez me falaram que eu parecia uma dessas "atrizes dramáticas de hollywood" e por isso parecia ter mais idade. fiquei lisonjeada, é claro, porque até então me preocupava com o que diriam quando eu chegasse aos 40.
depois confirmaram com um "bette davis eyes" e eu fui conferir...
até que é verdade :P
das puras brincadeiras
os primeiros toques, os primeiros prazeres descobertos, embora ainda não totalmente decifrados nem destituídos de inocência. isso se configurou sempre em segredo, sempre com culpa. talvez tenha gerado parte de todos os meus problemas posteriores.
sinto inveja dele, por ele ter vivido isso tão bem durante toda a sua vida.
hoje eu vejo que poderia tudo ter sido muito mais. o quanto eu vivia numa caretice sem fim.
sinto inveja dele, por ele ter vivido isso tão bem durante toda a sua vida.
hoje eu vejo que poderia tudo ter sido muito mais. o quanto eu vivia numa caretice sem fim.
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